O domingo estava chato e o dia se arrastava.

Meu companheiro precisou ver o filho e eu fiquei em casa arquitetando ideias.

Fazia dias que ensaiva o retorno da minha mesa de arquiteta para o meio da sala.

Minhas costas reclamam sempre que tenho que trabalhar curvada. Sou alta e uma mesa de 75cm de altura é muito baixa prá mim.

Mas o fato é que por conta da mesinha, revirei a casa inteira.

Baixou a Maria e com vassoura, pano, água e música… me dispus à diligência.

Bianca, a gata persa que habita minha casa, rondava em volta.

Por duas ou tres vezes pisei em seu rabo branco que se mimetizava sobre as pedras portuguesas do piso.

A única forma de acalmar Bianca, jazia no freezer.

Um bocado de carne crua descongelaria em minutos.

Descongelou.

Bianca se lambuzou.

Sobre a mesa de trabalho fixa em meu escritório, chapou.

Segui com a arrumação.

Arrastei móveis, limpei, organizei, perfumei e ao final estava morta.

A casa linda e transformada por conta de uma mesa.

Bianca acordou com o aspirador repuxando seus pelos.

Correu e andou pela casa parecendo assustada.

Cheirou peça por peça.

Com o rabo arrastando, se esgueirou por todos os lugares.

Subiu na mesa, coisa que jamais ousou fazer.

Revirou todos os ambiente se sentido acuada.

Aquela não era mais a mesma casa…

Não era mesmo.

Adoro a sensibilidade dos gatos.

   Compartilhe no Facebook

 

Em algum dia do ano de 1971, atravessei com minha família, pela primeira vez, o túnel Rebouças.

Estávamos no OPALA do meu pai, chegando ao Rio, desde Porto Alegre, para os próximos tres anos.

Os tres anos mais impressionantes da minha vida.

Aos dez anos de idade, quando o carro adentrou a lagoa Rodrigo de Freitas… eu viajei.

Sobre as águas paradas, reflexos dos prédios à volta, me pareciam colunas iluminadas e que sustentavam a cidade. Imaginei que o buraco profundo era, sei lá… um estacionamento gigante? Tudo imaginei. Só não enchergava a lagoa.

Durante anos, guardei comigo esta minha primeira impressão ao adentrar as águas cariocas. Passado muitos anos, conversando com meu filho, enquanto dávamos a volta na lagoa, contei esta história.

Ele retirou os óculos,  me olhou espantado e perguntou fazendo piada:

Mãe! O que tu bebeu?

Alí, naquela hora, me entorpeci.

Seguimos.

Abandonamos a lagoa e continuamos por Botafogo, em direção à Praia Vermelha.

Só hoje eu sei, com absoluta certeza, todos os caminhos que meu pai fez até chegarmos lá.

Rua por rua.

E aí então, meu pai, como aluno da ECEME, nos deu de presente o PARAÍSO.

Tres anos mais tarde, fomos para Mato Grosso. Campo Grande.

Sofri por haver deixado o Rio.

Mas abençoada que sou, vivi no PANTANAL mais tres anos inesquecíveis!

Meu coração dispara com a notícia:

Meu pai fora chamado para voltar ao Rio, agora como professor da ECEME e aí então, fomos viver no forte SÃO JOÃO, na URCA.

Sou ou não sou ABENÇOADA?

Passados 5 anos, meu pai volta para o sul com a família.

Eu não voltei. Tinha dezoito anos e assumi a minha paixão pelo Rio.

Não sairia daqui, JAMAIS!

Meu pai, disse: então vai ficar por tua conta e risco.

Fiquei.

Eu era mesmo a ovelha negra.

Hoje, eu só agradeço por viver neste lugar.

Desculpa, pai, se não voltei!

Aqui fiz meus verdadeiros amigos.

Aqui fiz minha vida profissional.

Aqui aprendi a me virar.

Aqui eu me emociono diáriamente.

Aqui eu VIAJO todos os dias.

Aqui eu sou a mulher mais feliz do mundo.

Aqui, eu ando de bicicleta.

Eu hoje aqui, agradeço RIO,  pelos seus 447 anos.

Que você possa viver mais 500.

Já não estarei mais aqui, mas estarei torcendo por ti!

Contigo me casei e tive tres filhos.

Lindos! Assim como você!

E pelo seu aniversário, o meu eterno AMOR.

Você me recebeu, literalmente, de BRAÇOS ABERTOS!

Eu te amo e te agradeço.

   Compartilhe no Facebook

Ainda era menina quando ganhei de presente a minha última bicicleta.

Devia ter uns 10 anos.

No Rio, jamais pedalei até os dias de hoje.

Agora, na maturidade, voltei a ser criança e trabalho me divertindo sobre rodas.

Recentemente ganhei de presente a minha bicicleta azul.

Emagreci, ganhei energia, fôlego e tempo.

Muito mais tempo.

Moro no Jardim Botânico e dali parto para qualquer bairro da zona sul, só no pedal e em minutos estou em qualquer lado da cidade.

Se vou a Lapa, levo 30 minutos. À Urca, 20.

Ipanema e Leblon? No máximo 15 minutos.

Da mesma maneira que me alegro com as maravilhosas sensações que a bicicleta oferece, me frustra perceber quão distante o povo está desta possibilidade. Está melhorando, a cada dia, com certeza, mas ainda é muito grande o número de pessoas que reclama furiosa a presença das magrelas sobre as calçadas.

Ainda não há ciclovias por toda a cidade. E os mesmos que reclamam das bikes nas calçadas, são os mesmos que invadem as ciclovias, desrespeitando os ciclistas. E para quem não sabe, é bom avisar: andar de bicicleta na calçada, não é proibido.

Não raro me deparo com pedestres atravessados no meio da calçada, olhando feio para minha cara, como quem diz: não vou deixar você passar.

E você pode estar com os dois pés no chão. Nem assim existe simpatia!

Dos mais velhos, incrívelmente, a aceitação é maior. Sorriem prá você, te dão passagem, até pedem desculpas.

A bicicleta os remete à um passado gostoso, com certeza. Ficam até contentes em nos ver passar.

Os motoristas de táxis são os piores. Jogam os carros em cima, te atropelam pelas calçadas, te gritam palavrões e o respeito é ZERO.

Enfim, o que falta mesmo é EDUCAÇÃO. Tudo sempre acaba girando em volta da tal da falta de educação.

Se alguém tiver interesse em se aprofundar no universo das BIKES, não deixe de vasculhar o blog CAMELOURBANO.COM.BR

Lá você vai saber de TUDO sobre o assunto. Lá as notícias são QUENTÍSSIMAS e o blog é uma delícia!

E agora, com licença, mas vou dar a minha voltinha, antes que o sol se ponha.

Na madrugada, a BIKE é a minha melhor companhia.

Minto, a segunda!

Bem vindos ao meu blog! 

Finalmente de volta!

   Compartilhe no Facebook

Jurei que por um bom tempo não me indignaria com os ABSURDOS que literalmente ROLAM por aqui.

A natureza, também indignada, fez rolar montanhas há um ano. Mas aí, coitadas, não tem culpa da cultura carioca de construir sobre suas encostas.  Até aí, é possível entender, por PIOR que seja a tragédia.

Agora, desabarem prédios no centro do Rio? O que é isso? Onde estamos? Que cidade é essa?

Nesta hora esqueço as belas montanhas, as orlas azuis, a silueta impecável e me ponho a pensar no que verdadeiramente FALTA na maravilhosa cidade.

O fato é que não existe aquela coisa BÁSICA chamada MANUTENÇÃO e o RIO é a cidade do BACALHAU.

Por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento.

E aí prefeitura? Até quando a fiscalização vai fazer de conta que está tudo lindo…

Obras ILEGAIS!

CRIMES.

Sempre os mesmos crimes.

Até quando os gatos, os serviços mal feitos, a corrupção e o descaso vão habitar estas águas?

Não sei você, mas eu estou CHOCADA.

Semana passada um menino de 5 anos morreu por segurar um fio de alta tensão caido na rua à espera da LIGHT que levou dois dias para atender ao chamado dos moradores do bairro.

Eu evito os bueiros. Toda semana voa um…

Na praia, um porco na coleira nadava ao lado de seu dono nas águas de Ipanema.

Qual o problema? Com tanto PORCO sem guia andando solto por aí…

E lá se vão mais vidas. Mais VÍTIMAS da falta de SERIEDADE de quem deveria estar ATENTO.

E a avalanche só está começando.

Na espinha me percorre um frio.

D.Julieta, por sorte saiu para bater papo e contar piada na esquina. Um outro também nasceu de novo, pois saiu minutos antes para fazer uma entrega.

E sorte a minha também, que vivo por alí, pesquisando preços na minha bicicleta.

Sorte de todos que ainda estão podendo se manter vivos nesta cidade anarquisada.

 Abandonada. Caótica. Criminosa.

E é esta ESTRUTURA que vai sediar os JOGOS OLÍMPICOS.

O MUNDO deve estar muito preocupado com a gente.

E se estiver mesmo, estará lotado de razão.

PS: O Evaristo, acaba de dizer, no Jornal Hoje, que isto está servindo de TESTE para os serviços Olímpicos.

Quantos TESTES mais serão necessários?

Teremos quem sabe, ENSAIO GERAL desta escola de samba?

Francamente.

PS: outra informação importante no JH: a prefeitura vai PAGAR os enterros.

Quanta gentileza….

Francamente de novo!

   Compartilhe no Facebook

em algum momento na vida, alguém te joga a lona por cima, faz da tua vida um circo

e te chama de PALHAÇO.

   Compartilhe no Facebook

Agradeço a DEUS, todos os dias, por Ele ter me dado um grande talento:

saber colocar nas palavras escritas, os verdadeiros apelos do meu coração.

Obrigada, Senhor!

   Compartilhe no Facebook

E mais um Natal

E eu nem sei se gosto…

De qualquer forma os meus votos de um FELIZ NATAL à todos os meus amigos do Face, do Blog, da Rua, da Praia, da Profissão, da Telinha, do RIO, do SUL e sobretudo para aqueles da minha quase vida inteira!

Que a noite seja de PAZ, LUZ, AMOR e muita alegria para todos!

   Compartilhe no Facebook

Me assusta, mais do que me impressiona, o fato deste elemento haver ficado 10 anos como primeiro ministro da Itália.

País de segundo mundo!

O que deveremos esperar dos de terceiro, assim como o Brasil?

O ministro maranhense parece até PIADA, se compararmos!

Para o MUNDO!

Eu quero descer!

   Compartilhe no Facebook

Estou me sentindo um balão!

Devido a muito trabalho, tenho aparecido pouco por aqui.

Morro de saudades, no entanto.

Hoje me sobrou um tempinho e decidi me dedicar ao blog.

Estou feito um balão colorido

Jamais imaginei tamanho sucesso!

As REPRISES do DECORA BRASIL estão me trazendo muita alegria!

Meu blog está repleto de FÃS que estou amealhando pelo caminho, graças às minhas ideias de reaproveitamento e segundo a maioria, bom gosto.

Não estou sendo modesta, muito pelo contrário, sei dos meus talentos e os agradeço. Estou falando de bom gosto. O meu gosto é apenas um gosto.

Segundo uma amiga, mau gosto também é gosto. Mas então suponhamos que também seja pelo meu bom gosto.

Gosto muito!

Gosto do carinho.

Gosto da admiração.

Gosto da absurda simpatia.

Gosto do profundo agradecimento.

Gosto da oportunidade de poder agradecer a todos os que vem lotando a minha caixa de emails e meu blog!

Gente! Adoraria voltar a telinha e continuar com meus pequenos milagres (como diz a maioria), na casa de vocês.

Milagre é uma palavra que, por sorte, eu gosto e acredito.

Enquanto isto não acontece, fiquem com as reprises no canal VIVA ou fuxiquem o meu site: cristinabrasil.com.br

Um enorme beijo e toda a minha satisfação de me encontrar com vocês!

   Compartilhe no Facebook
a maioria dos atores de novelas esquece de fazer o clareamento da arcada dentária inferior. A superior reluz feito teclado novo. A inferior coitada, fica parecendo ainda mais velha e amarela.
E aí, não sei qual delas é o pior.
Nem tão novo e nem tão velho.
Ambos desafinam com frequência.
   Compartilhe no Facebook